terça-feira, 17 de julho de 2012

A cada adeus....

Como poderia ter capacidade para expor todo pensamento, as palavras nem saem, ficam embutidas mantendo distancia do que poderia ser entendimento.
O poder que o tempo tem para te enrolar na caminhada, rápido demais quando o adeus precisa ser usado.

Na matemática a somatória se perde, impossível chegar nos partilhados sem auxilio de uma foto, de um vídeo. E na idade que contamos com quase certeza de que deve ser isso mesmo o tempo que estamos aqui, o coração envelhece com as feridas de amor e do adeus.
A cada adeus, mesmo que seja breve, por aqueles ou aquilo que amamos, o coração envelhece.
O adeus dolorido, no que perde na afinidade, e os olhares de obra prima, batendo como luzes cintilantes dentro da mente, porque o coração reflete o tempo....tempo de envelhecer mais um adeus.
A magia está no coração e não na imaginação, no coração a velhice da ferida, que rouba o tempo!
Dia a dia o fortalecer de todas as maneiras.
Um dia mundo de tristezas, um dia mundo de alegrias, e juntando os anos, os sonhos se perdem sem poder encontra-los.
Como seguir em frente, o tempo na mente, a ferida da perda, dentro do tempo, de tantos, de nada, olhar em frente e seguir seguro.
E o coração que ouve o apelo e não conforta, segue no escuro esperando o próximo adeus.
O adeus que se esconde na falsa fortaleza, que dissipa entre negação e conformidade, apunhala o espectro do apelo e deixa rastro de saudade.
O adeus do tempo, o tempo que mata e desconhece o local!











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